#1
No réveillon, minha prima de 12 anos pede para lhe servir refrigerante. ao estar prestes de fazer isso, pergunto:
- Qual a palavra mágica?
E ela:
- "Vai"!!
#2
Meu primo de 14 anos com palha de aço, nesses dias, às 4h40 da manhã, bem na frente do meu apartamento. Tal qual:
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Hoje foi um dia maravilhoso: passei-o com meu irmão, preparando os últimos afazeres para o final do ano, indo a oficinas, rindo. Foi bem legal mesmo.
Mas ocorreram algumas coisas chatas. E a chata-mor do dia foi ouvir, de uma pessoa aparent(al)emente próxima que fazia cara de nojinho, que eu estava magra demais. Tentei contornar o climão falando que era por causa da correria do mestrado, do doutorado (da pesquisa, do estudo pra concurso, do trabalho, da hidroginástica para as costas, da bicicleta, da mudança de cidade, da mudança de área profissional, dos cansaços de fim de ano). E ouvi um irônico "Que correria?! Tu só fica sentada estudando!! Que correria é essa? Quem manda não comer carboidrato".
Senti meu interior entrar em ebulição, mas me contive, respirei fundo. Respirei fundo enquanto ele repetia tais palavras olhando para os outros que estavam juntos, esperando aprovação. Quando olhou para mim, respirei novamente fundo e disse: "se você prefere pensar assim, quem sou eu para dizer o contrário?".
Sabe por quê? Porque sei que é o tipo de pessoa com o qual não adianta entrar aberto em uma conversa porque sempre haverá um ponto de vista correto: o dele. Graças a Deus, depois desse episódio de hoje, penso conseguir identificar mais essa espécime para não precisar perder meu tempo com argumentos que não serão levados em conta pela outra pessoa. Com essa clareza, fica fácil: é só lavar as mãos, dar as costas, mandar falar com a minha mão, e coisas do gênero.
Outro ponto que mexeu comigo não foi exatamente a pessoa dizer que eu estou magra "demais" (porque tudo depende do ponto de vista, considerando que estou perto - um pouco acima - do meu peso ideal e com saúde). Foi o jeito com que isso foi falado. E logo um dia depois de eu ter comentado com o meu namorado que eu estava preocupada com meu estômago porque eu simplesmente não sentia fome e andava com dores abdominais constantes. E logo anos depois de eu ter vencido um início de bulimia que tive na pré-adolescência.
Sem dúvida, a pessoa não tem o mínimo de empatia porque não imagina que a magreza ou a gordureza (ou gostureza, como poderia dizer minha prima) pode ser uma escolha consciente de manter-se como quiser e com saúde. Há biotipos que não podem emagrecer demais; há outros que não podem engordar demais. Aprendi isso lutando contra padrões artificiais de beleza perante os outros e guerreando dentro de mim contra as imagens perfeitas com que a mídia nos bombardeia a todo instante.
Cada organismo tem seu aspecto, e isso deve ser respeitado.
Eu, por exemplo, sempre pratiquei atividade física e me esforço, quando o(s) cronograma(s) aperta(m), para que não fique muitos dias sem me exercitar. Não só porque gosto de exercício; mas porque é necessário para que eu mantenha minha taxa de triglicerídeos controlada. O que me ajuda a atingir essa meta é manter uma dieta saudável (com possíveis exceções para salgadinhos, comida japonesa com muito cream cheese, pizza e miojo vendo csi - não tudo num dia, claro!). Por isso, por recomendação médica, controlo a quantidade de carboidratos que ingiro, preferindo os integrais e não misturá-los com proteína. É isso. E nem vou entrar na discussão sobre esteriótipo de beleza porque este post não é sobre isso (especialmente porque tal pessoa não tem nenhum padrão de estética razoável).
Senti-me profundamente ofendida com esse desleixo em relação à minha real saúde. A pessoa não sabe nem um pingo da sua vida (isso quando não imagina coisas e fala besteiras) e tira conclusões vindas do além. na verdade, essa conclusão de tal pessoa não é vinda do além: por conta das pessoas com que se relaciona e tem como padrão, ela deve ter deduzido o que me falou. Mas é triste pensar que você é tratado de uma forma tão desleixada porque a pessoa que te trata é ignorante sobre sua vida (e, certamente, sobre a vida em si) e junta do chão suas conclusões.
Isto acontece quando a pessoa quer falar e não tem nada a dizer: fala besteira. E quando fala uma besteira de um jeito mais besta ainda, é porque a pessoa não é mais nada além do que rasa.
Mas ocorreram algumas coisas chatas. E a chata-mor do dia foi ouvir, de uma pessoa aparent(al)emente próxima que fazia cara de nojinho, que eu estava magra demais. Tentei contornar o climão falando que era por causa da correria do mestrado, do doutorado (da pesquisa, do estudo pra concurso, do trabalho, da hidroginástica para as costas, da bicicleta, da mudança de cidade, da mudança de área profissional, dos cansaços de fim de ano). E ouvi um irônico "Que correria?! Tu só fica sentada estudando!! Que correria é essa? Quem manda não comer carboidrato".
Senti meu interior entrar em ebulição, mas me contive, respirei fundo. Respirei fundo enquanto ele repetia tais palavras olhando para os outros que estavam juntos, esperando aprovação. Quando olhou para mim, respirei novamente fundo e disse: "se você prefere pensar assim, quem sou eu para dizer o contrário?".
Sabe por quê? Porque sei que é o tipo de pessoa com o qual não adianta entrar aberto em uma conversa porque sempre haverá um ponto de vista correto: o dele. Graças a Deus, depois desse episódio de hoje, penso conseguir identificar mais essa espécime para não precisar perder meu tempo com argumentos que não serão levados em conta pela outra pessoa. Com essa clareza, fica fácil: é só lavar as mãos, dar as costas, mandar falar com a minha mão, e coisas do gênero.
Outro ponto que mexeu comigo não foi exatamente a pessoa dizer que eu estou magra "demais" (porque tudo depende do ponto de vista, considerando que estou perto - um pouco acima - do meu peso ideal e com saúde). Foi o jeito com que isso foi falado. E logo um dia depois de eu ter comentado com o meu namorado que eu estava preocupada com meu estômago porque eu simplesmente não sentia fome e andava com dores abdominais constantes. E logo anos depois de eu ter vencido um início de bulimia que tive na pré-adolescência.
Sem dúvida, a pessoa não tem o mínimo de empatia porque não imagina que a magreza ou a gordureza (ou gostureza, como poderia dizer minha prima) pode ser uma escolha consciente de manter-se como quiser e com saúde. Há biotipos que não podem emagrecer demais; há outros que não podem engordar demais. Aprendi isso lutando contra padrões artificiais de beleza perante os outros e guerreando dentro de mim contra as imagens perfeitas com que a mídia nos bombardeia a todo instante.
Cada organismo tem seu aspecto, e isso deve ser respeitado.
Eu, por exemplo, sempre pratiquei atividade física e me esforço, quando o(s) cronograma(s) aperta(m), para que não fique muitos dias sem me exercitar. Não só porque gosto de exercício; mas porque é necessário para que eu mantenha minha taxa de triglicerídeos controlada. O que me ajuda a atingir essa meta é manter uma dieta saudável (com possíveis exceções para salgadinhos, comida japonesa com muito cream cheese, pizza e miojo vendo csi - não tudo num dia, claro!). Por isso, por recomendação médica, controlo a quantidade de carboidratos que ingiro, preferindo os integrais e não misturá-los com proteína. É isso. E nem vou entrar na discussão sobre esteriótipo de beleza porque este post não é sobre isso (especialmente porque tal pessoa não tem nenhum padrão de estética razoável).
Senti-me profundamente ofendida com esse desleixo em relação à minha real saúde. A pessoa não sabe nem um pingo da sua vida (isso quando não imagina coisas e fala besteiras) e tira conclusões vindas do além. na verdade, essa conclusão de tal pessoa não é vinda do além: por conta das pessoas com que se relaciona e tem como padrão, ela deve ter deduzido o que me falou. Mas é triste pensar que você é tratado de uma forma tão desleixada porque a pessoa que te trata é ignorante sobre sua vida (e, certamente, sobre a vida em si) e junta do chão suas conclusões.
Isto acontece quando a pessoa quer falar e não tem nada a dizer: fala besteira. E quando fala uma besteira de um jeito mais besta ainda, é porque a pessoa não é mais nada além do que rasa.
Sou totalmente contra a violência, mas acho que a prima vai rir desta imagem.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
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